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1. Ejaculação retrógrada pós cirurgia na próstata
A primeira causa é a ejaculação retrógrada pós cirúrgica – a cirurgia a qual nos referimos é da retirada da próstata ou pode ser um efeito colateral da raspagem da próstata. Ela é uma das causas pois esse órgão é o responsável por produzir de 10 a 30% do líquido seminal que nutre e protege os espermatozoides que, por sua vez, são produzidos pela vesícula seminal.
Dito isto, conseguimos entender porque a quantidade de esperma é reduzida. Apenas o sêmen não é suficiente para dar consistência e volume, mesmo que tenha bastante. Também pode acontecer de ter tão pouco líquido que os espermatozoides não tem forças para sair até o final da uretra.
A ejaculação retrógrada é indolor e não apresenta riscos ao corpo. Porém, em casos mais graves, ela pode deixar o homem infértil uma vez que os espermatozoides não conseguem chegar ao útero. E, claro, também pode causar frustrações por não permitirem que o homem ejacule como o esperado.
2. Ejaculação retrógrada por mau funcionamento do esfíncter
Outra causa possível é o sêmen não ser direcionado à uretra, mas sim à bexiga. Isso acontece em decorrência do mau funcionamento do esfíncter. A título de curiosidade, existem 43 esfíncteres distribuídos pelo corpo e eles têm a função de controlar a passagem das mais diversas substâncias.
E existe um esfíncter na bexiga. Ele funciona assim: quando atingimos o orgasmo, ele fecha-se e o sêmen é expelido. Mas o problema acontece quando ele não se fecha. Dessa forma, o esperma é direcionado para a bexiga fica armazenado internamente, mas noutro lugar. Essa é a explicação biológica para o famoso “ejacular para dentro”.
Como dito anteriormente, não é perigoso e também não causa nenhuma dor. Mas é um sinal de alerta pois esse mau funcionamento do esfíncter não é normal. O que provoca essa alteração são lesões nos músculos que rodeiam, esclerose múltipla, diabetes crônica que está descontrolada ou, até mesmo, efeito colateral de remédios para depressão e psicoses em geral.
O orgasmo continuará acontecendo normalmente, porém não sairá ou pode sair pouco sêmen ao ejacular.
Sobre as lesões musculares, recomendamos que pratique o pompoarismo masculino. O objetivo é fortalecer os músculos da região, assim como acontece nas mulheres.
3. Genética
A genética também influencia na produção de esperma. Inclusive, a anomalia cromossômica causa problemas no desenvolvimento cognitivo e físico. Ressalto uma delas, a Síndrome de Klinefelter ou Síndrome 47. Geralmente, essa anomalia na genética sexual provoca o aumento das mamas, reduz o número de pelos no corpo e atrasa o desenvolvimento do pénis.
A consequência desse atraso é a redução da quantidade de esperma, uma vez que o sistema não recebe o devido aprimoramento.
4. Frequência sexual
Não existem problemas ao ficar sem ejacular. Porém, quando isso acontece, ejaculamos com frequência e a quantidade de esperma diminui. Isso todo o homem já sabe, afinal de contas, quando aumenta a quantidade de sexo – e até mesmo a frequência da masturbação – o volume do esperma diminui.
Isso acontece porque o corpo tem menos tempo para produzir o líquido seminal novamente, novamente, novamente. Por isso que ao ficar um intervalo maior sem ejacular, a quantidade aumenta de novo. Não se trata de quantidades assustadoras, normalmente fica entre 3 e 5 ml.
5. Idade
É provável que todos já esperavam por esse motivo em particular, afinal é natural que o corpo mude com o passar do tempo. E uma dessas mudanças diz respeito ao volume de esperma.
Isso acontece porque o sêmen e o tamanho da próstata são inversamente proporcionais. Com o passar dos anos a próstata aumenta e a quantidade de sêmen reduz. Aliás, isso também interfere na qualidade do esperma. Em outras palavras, volume, consistência e quantidade de espermatozoide.
Nesse caso, pode procurar ajuda do seu urologista, apenas ele será capaz de prescrever um tratamento direcionado para o seu caso. Afinal de contas, aproveitar a vida sexual vai além das barreiras da idade, pois é possível ter qualidade no sexo mesmo com o passar dos anos.
6. Infecções ou inflamações
As infecções e inflamações podem sim reduzir o volume do esperma, pois provocam a obstrução ou estreitamento nos ductos. Por consequência, a quantidade de esperma ejaculado é menor.
Algumas dessas causas:
Uretrite: infecção ou inflamação na uretra;
Orquite: infecção nos testículos ocasionada pela caxumba, por exemplo;
Epididimite: inflamação no epidídimio;
Prostatite: infecção ou inflamação na próstata;
Clamídia: DST causada por uma bactéria – Chlamydia trachomatis – cuidado, essa bactéria também afeta os olhos e a garganta;
Gonorreia: DST causada por uma bactéria –Neisseria gonorrhoeae;
Então, previna-se e evite uma infecção sexualmente transmissível! É para seu bem!
7. Medicamentos
Nessa questão entram os medicamentos compostos com tetraciclina, gentamicina e eritromicina. Esses são os três principais, mas isso não quer dizer que são os únicos compostos químicos que provocam a redução.
Essas substâncias provocam uma redução na produção de espermatozoides e como eles compõem grande parte do líquido seminal, o volume é diminuto.
Vale lembrar que os medicamentos para depressão e outras psicoses também provocam a redução do esperma.
8. Tratamentos químicos e anabolizantes
Os tratamentos químicos causam muitos efeitos colaterais. Os principais são a quimioterapia e a radioterapia, que reduzem os níveis de líquido seminal e produção de espermatozoides.
Por mais que eles tenham o mesmo objetivo – combater o cancro – a forma com que eles impactam a fertilidade é diferente.
Quimioterapia
Esse tratamento visa destruir as células que se multiplicam rapidamente e como os espermatozoides são produzidos exatamente dessa maneira, são alvos fáceis. Por isso, quimioterapia reduz o volume do esperma e ainda pode provocar a infertilidade masculina.
Aliás, o esperma volta a normalidade entre 1 ou 4 anos após a finalização do tratamento. Isso se o tratamento não for feito na pelve ou abdome – essas duas regiões aumentam as chances de infertilidade e de não produção de esperma.
Radioterapia
Assim como a quimioterapia, a radioterapia também provoca a redução do esperma, isso deve-se a exposição à radiação. Quando o tratamento acontece no cérebro, ele pode atingir a glândula pituitária e hipotálamo. Dessa forma, prejudica a produção dos hormônios LH e FSH que acionam o funcionamento dos testículos.
Esteroides anabólicos
Em busca de um corpo musculoso, homens e mulheres aplicam esteroides anabólicos no corpo. Porém, para ambos, isso é prejudicial na fertilidade. Isso acontece pois a alta quantidade de testosterona inibe a produção do FSH – hormona responsável pela maturação das células reprodutoras.
9. Abuso de álcool, drogas ou tabagismo
Por último, mas não menos importante, o abuso de álcool, drogas, opioides, e outras substâncias psicoativas, reduzem a produção de esperma.
Uma delas é a canábis, essa substância reduz o volume do líquido seminal e a qualidade dos espermatozoides.
Além disso, segundo pesquisadores, o uso excessivo de álcool pode comprometer até 33% o volume do esperma e também conferem 5% a menos de espermatozoides.