SEXO & LIBIDO

O relacionamento sexual cria uma sensação de bem-estar geral que é provocado pela libertação de substâncias químicas (endorfinas), durante a estimulação física e esforço despendido. Esta sensação de bem-estar engloba o relaxamento, a melhoria do humor e uma sensibilidade aumentada aos estímulos sensoriais.

Os jogos preliminares de sedução ajudam a despertar no ser humano o desejo sexual, ou libido, levando-o a procurar, consumar e manter relacionamentos íntimos.
Enquanto necessidade básica, o acto sexual permite a reprodução da espécie. No entanto, no ser humano, a dimensão da sexualidade extrapola a função reprodutiva e considera-se essencial para o equilíbrio físico e psico-emocional dos intervenientes.
Como entender então que, em certas circunstâncias ou fases de vida, possa ocorrer uma diminuição de libido e uma dificuldade em obter uma vida sexual satisfatória?

 

Problemas

Em primeiro lugar, é necessário que a saúde geral do indivíduo se encontre em bom estado, bem como a sua condição física. De um modo particular, o coração e o sistema cardiovascular merecem especial atenção, mas desequilíbrios hormonais (níveis alterados de estrogénios e testosterona), disfunção das glândulas supra-renais ou da glândula tiróide, um excesso de exposição a substâncias tóxicas (medicamentos, álcool, tabaco e outras drogas recreativas) e o avançar progressivo da idade, acrescentam-se ao conjunto das diversas causas possíveis de diminuição de libido ou de relações sexuais não satisfatórias. Outros factores a vigiar são o stress, a fadiga e os estados depressivos.
Por último, mas não menos importante, uma alimentação desequilibrada também pode constituir uma causa de base para estes problemas, uma vez que carências nutricionais ou o despoletar de diabetes e obesidade também têm repercussões sobre esta esfera.
Um dos problemas sexuais mais comuns nos homens, fundamentalmente em idades jovens, é a ejaculação precoce, que se caracteriza por ocorrer rapidamente, sem que o indivíduo a consiga controlar. As suas causas podem ser de ordem física, mas na sua maioria são de base psicológica. A inexperiência sexual pode dificultar o controlo deste mecanismo, através de sentimentos de insegurança e sensibilidade superior à excitação sexual.
Nos homens, a partir dos 45 anos, há tendência a ocorrer um fenómeno denominado disfunção eréctil (fruto do avançar da idade, intervenções cirúrgicas ou suas complicações, ou decorrente de outras patologias, como a diabetes, problemas circulatórios e alterações hormonais), o que limita grandemente o seu desempenho sexual e consequente grau de prazer obtido. Esta disfunção pode ocorrer ainda na dependência da hipertrofia benigna da próstata (HBP), que se caracteriza por um aumento do tamanho da próstata, aumento da frequência urinária, com dor ou sensação de ardor ao urinar, dificuldade em manter a erecção, desconforto durante a relação sexual e uma diminuição da produção de fluido seminal.
Nas mulheres, as alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual, podem provocar tensão pré-menstrual, que concorre fortemente para uma diminuição de libido.
Este quadro piora quando chega a menopausa, período da vida feminina que se caracteriza pelo cessar da menstruação. Além dos sintomas decorrentes de uma diminuição dos níveis de estrogénios e progesterona (secura vaginal, suores, afrontamentos, fragilidade da pele e cabelo), a mulher experiencia sentimentos de abatimento psicológico e abalo da sua auto-estima, que interferem negativamente na sua disposição para o contacto sexual.
Uma rotina diária que compromete gravemente o descanso da mulher, repleta de solicitações e responsabilidades, tanto em contexto laboral como familiar, é amiúde o factor desencadeante da falta de libido feminina, em qualquer fase da sua vida.
O cérebro processa todos os aspectos envolvidos no prazer sexual, por isso os nossos sentidos e emoções são vitais para o nosso desejo sexual. Mime-se, hidrate bem a pele, invista em roupa interior que a faça sentir-se bem, procure momentos a dois sem interrupções, acenda velas aromáticas, utilize óleos essenciais, aprenda técnicas de massagem e dança, seja criativa: a imaginação tem poder.

 

Preservação da Libido

Para preservar a libido e viver a sua sexualidade em pleno, recomendamos a prática regular de exercício físico, uma atitude positiva e confiante, a aplicação de lubrificantes sempre que necessário, uma alimentação saudável, bem como a toma dos suplementos alimentares que melhor se adeqúem ao seu caso.
A ajuda natural, em caso de perda de libido ou de outras dificuldades a nível sexual, poderá advir das seguintes substâncias:

Ginseng: o afrodisíaco mais célebre e consumido. Com propriedades antioxidantes, é um estimulante cardíaco que confere resistência e age sobre os centros nervosos encefálicos e sobre as glândulas endócrinas. Tem sido estudado como sendo um impulsionador de energia e como meio de aumento do desejo sexual.
Yohimbina: Para casos de disfunção eréctil, trata-se de uma substância presente na casca de uma árvore (Corynanthe yohimbe). Tem a capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo para a zona genital, conferindo força à erecção e à ejaculação subsequente. Todavia, em caso de doenças renais, hepáticas e hipertensão, o seu uso deve ser devidamente controlado.
Maca: Cultivada na cordilheira dos Andes, é um adaptogénio, ajudando o corpo a adaptar-se a níveis elevados de stress. Confere energia, força e resistência, contribuindo para o aumento da libido, tanto em homens como em mulheres.
Tribulus terrestris: Planta originária da Índia. É vulgar a utilização dos seus frutos e raízes, pela sua composição em fitoesteróides, flavonóides, alcalóides, glicosídeos e saponinas, que se associam a um efeito estimulante sobre o sistema sexual e reprodutivo, conferindo resistência.
Turnera diffusa: conhecida como Damiana, trata-se de uma planta originária da América Central, rica em óleos essenciais, era já utilizada pelos índios mexicanos para melhoria da performance sexual.
Saw palmeto: a planta (Serenoa repens), nativa das Índias Ocidentais, é amplamente utilizada no combate ao aumento e inflamação da próstata.
Óleo de onagra: útil em caso de tensão pré-menstrual e necessidade de aumentar o desejo sexual. Fonte de GLA (ácido gama linolénico), ácido gordo essencial, importante para a produção de hormonas sexuais.
Grãos de pólen e Geleia Real: Com aminoácidos, ácidos gordos essenciais, hidratos de carbono, minerais, vitaminas e oligoelementos, com acção revitalizante, podem ajudar a promover o aumento do desejo sexual.
Angelica Chinesa (Angelica sinensis): contém compostos semelhantes aos estrogénios, podendo ajudar a reduzir os problemas associados à sua diminuição. Constitui um alívio para a sintomatologia da fase pré-menstrual e menopausa, restaurando o desejo sexual feminino.

 

Nutrição e Libido

Selénio: Envolvido na regulação do desejo sexual e do número de espermatozóides.
Zinco: A cauda dos espermatozóides é formada a partir do zinco, contribuindo para a sua mobilidade.
Crómio: A carência neste mineral desregula os níveis de açúcar no sangue, ocorrendo muitas vezes em caso de diabetes, condição que pode levar a uma diminuição do desejo sexual e da produção de esperma.
Vitamina E: Envolvida na produção de hormonas sexuais.
Vitamina C: Para o aumento da produção de esperma, assegurando a sua fluidez.
Vitaminas do Complexo B: A vitamina B3 propicia a circulação sanguínea para o pénis, estimulando a erecção e orgasmo; a Vitamina B6 tem uma função de regulação hormonal; todas as vitaminas do grupo B estão envolvidas na produção de energia.
L-Arginina: Aumenta os níveis de óxido nítrico, que funciona como um transmissor nervoso, aumentando o fluxo sanguíneo para o pénis. Este aminoácido é o principal componente da cabeça dos espermatozóides, sendo essencial à sua produção.
Ácidos Gordos Essenciais - Ómega 3 e Ómega 6: Úteis ao equilíbrio hormonal, transmissão nervosa, acuidade dos sentidos, manutenção do estado da pele, regulação das reservas adiposas e protecção da circulação sanguínea.
Co-enzima Q10: Necessária na fase final de produção de energia, a nível celular.
Fitoestrogénios: Promoção da regulação hormonal nas mulheres.

 

Categorias Vida sexual

Deixe um comentario

Novidades

Pesquisa